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TRANSPORTE PÚBLICO TEVE PERDAS DE 25 BILHÕES COM A PANDEMIA


Relatório produzido pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) indica perda acumulada de R$ 25,7 bilhões pelos sistemas organizados de transporte público por ônibus urbano em dois anos da pandemia do coronavírus. Esse número representa impacto financeiro médio de R$ 1,12 bilhão por mês conforme o levantamento, que envolveu 2.901 municípios brasileiros, entre eles Chapecó, de março de 2020 a fevereiro de 2022.


De acordo com o documento “Transporte Público por Ônibus – 2 anos de Impactos da Pandemia de Covid-19”, o prejuízo corresponde a 33,8% do faturamento mensal que o setor registrava antes da pandemia. O relatório especifica que foram graves as consequências para as empresas operadoras, aos clientes do transporte coletivo e para a economia do País.


Em Chapecó, o diretor secretário do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Oeste (Sintroeste), João Carlos Scopel, argumenta que o transporte coletivo urbano já apresentava dificuldades estruturais antes do surgimento da Covid-19, em vista do custo dos serviços diante do valor das tarifas e essa situação se agravou com a pandemia. Nesse caso, argumenta que houve queda acelerada no número de passageiros, situação que somente agora, no segundo trimestre de 2022 começa a se normalizar para números semelhantes ao final de 2019.


Uma das causas do prejuízo, indicada no levantamento da NTU, se refere à obrigatoriedade de manutenção durante a pandemia, por parte das empresas, de oferta do serviço superior à demanda para garantir o distanciamento social nos ônibus. Além disso, a entidade estima que na pandemia, de cerca de 1.800 operadoras, a maioria de pequeno e médio porte, pelo menos 220 empresas podem ter sido obrigadas a encerrar suas atividades.


CUSTO PARA EMPRESAS E USUÁRIOS


Para a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, a crise do setor somente não foi pior porque houve 111 iniciativas de socorro emergencial durante a pandemia. Essa decisão foi adotada por administrações locais em 108 sistemas de transporte público por ônibus, incluindo subsídios tarifários aos passageiros, aumento de subsídios preexistentes e implementação de subsídios permanentes para complementar a receita tarifária obtida a partir da tarifa pública cobrada dos usuários. Uma das conclusões do estudo é de que, pelo modelo de remuneração adotado praticamente no Brasil inteiro, o usuário paga pelos custos e o poder público pouco contribui para minimizar o valor da tarifa.

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